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Como a Geração Z está mudando o mercado imobiliário em 2026?

Larissa Simplicio

2026 começou com o maior índice de intenção de compra da série histórica com 49% das famílias pretendendo adquirir um imóvel . E quem puxa o recorde são os mais jovens: cerca de 6 em cada 10 jovens da Geração Z

Nos últimos anos o mercado imobiliário brasileiro atendeu um perfil previsível: famílias de 30 a 45 anos, jornada longa, paciência com papelada. Esse cliente ainda existe, mas deixou de ser o protagonista.

Em 2026, quem lidera a compra e domina a locação cresceu resolvendo a vida pelo celular (e aplica ao imóvel a régua do delivery e do banco digital).

A Geração Z assumiu a liderança e tem pressa

2026 começou com o maior índice de intenção de compra da série histórica com 49% das famílias pretendendo adquirir um imóvel, 5 pontos acima de 2025.

Quem puxa o recorde são os mais jovens: cerca de 6 em cada 10 jovens da Geração Z (21 a 28 anos), seguidos por 51% dos Millennials. E 68% pretendem fechar negócio em até dois anos.

Na locação, a mesma lógica: a Geração Z é o público mais ativo do aluguel. Comprando ou alugando, o cliente que bate na porta hoje nasceu depois de 1995.

Uma jornada que nasce digital

Esse público não descobre imóvel em placa de rua. Segundo o DataZAP, 4 em cada 10 brasileiros já usaram inteligência artificial (como ChatGPT e Gemini) na busca por um imóvel.

A jornada nasce no digital, com comparação simultânea e decisão mais rápida que a de qualquer geração anterior. O problema: o mercado foi desenhado para um comprador mais lento e tolerante à burocracia. O interesse cresceu em velocidade recorde. O modelo de atendimento, não.

Raio-x da Geração Z: onde busca, o que valoriza e como negocia

O Nordeste lidera o apetite de compra do país (55% das famílias), seguido pelo Sul (49%). As preferências regionais têm personalidade, como a piscina no Nordeste, e a academia em destaque no sul. É a geração que mais prioriza qualidade de vida e lazer.

A lentidão tem preço e tem número

Segundo a Morada.ai, o tempo médio de resposta a um lead imobiliário no Brasil é de 5 horas e 8 minutos e 47% dos leads nunca recebem sequer uma tentativa de contato. Pesquisa da Harvard Business Review mostra que a chance de qualificar um lead cai 10 vezes nos primeiros 5 minutos e até 400 vezes após a primeira hora.

Para quem resolve tudo em minutos, 5 horas de silêncio não são demora: são uma resposta: "procure outra imobiliária".

A contratação é onde o negócio fecha ou morre

Em pesquisa, a Offerwise revelou que 62% dos inquilinos negociaram diretamente com os proprietários no último ano (em busca de agilidade e menos burocracia).

O contraste explica: 

Cada dia de papel circulando é vacância para o proprietário, comissão adiada e janela aberta para o cliente desistir.

O que sua imobiliária precisa fazer agora

A régua é clara e alcançável.

  1. Resposta imediata: automação de pré-atendimento para nenhum lead esperar horas, nem fora do expediente.
  2. Contratação digital de ponta a ponta: assinatura eletrônica, análise cadastral online e documentos pelo WhatsApp transformam semanas de burocracia em horas.
  3. Presença digital de verdade: essa geração pergunta ao Google e às IAs antes de falar com um corretor; quem não aparece nas respostas não entra na comparação.

A geração que lidera a compra e domina a locação em 2026 já decidiu como quer contratar: online, rápido e sem fricção.

A pergunta não é se a sua imobiliária vai se digitalizar. É se vai fazer isso antes ou depois  de perder essa geração para quem já fez.

Categorias: Gestão, Imóveis, Marketing, Software, Tecnologia