Em agosto de 2025, o Apre.Chat chegava ao mercado. Doze meses depois, os números do canal de conversas do Apresenta.me contam uma história que vai além da plataforma: mostram quando, quanto e como o cliente de imobiliária quer conversar, e por que o tempo de resposta virou o fator que separa o lead atendido do lead perdido.
Os números deste artigo vêm dos dados de uso do Apre.Chat, consolidados em agosto de 2026, no aniversário de 1 ano do lançamento.
Todo aniversário pede um balanço. Mas o primeiro ano do Apre.Chat rendeu algo mais útil do que uma comemoração: um retrato, em números, do comportamento de quem compra e aluga imóvel no Brasil.
O que é o Apre.Chat
O Apre.Chat é o canal de atendimento e conversas do Apresenta.me. Ele nasceu para resolver um problema que toda imobiliária conhece bem: a conversa espalhada, um pedaço no celular do corretor, outro no computador da recepção, outro na memória de alguém que saiu de férias.
Dentro do Apre.Chat, cada conversa vira um atendimento registrado, com histórico completo e contato identificado, visível para toda a equipe no mesmo lugar. As conversas podem ser organizadas com tags: lead, inquilino, comprador, visita agendada. E, ao final, o cliente pode avaliar o atendimento que recebeu. E como tudo isso acontece dentro do mesmo sistema que cuida da gestão da imobiliária, a conversa não fica isolada num aplicativo à parte: ela anda junto com o restante da operação.
Foi essa estrutura que passou pelo teste de um ano inteiro de uso real. E os números do teste dizem muito.
O tamanho da conversa: 9,1 milhões de mensagens
No aniversário de um ano, o placar do Apre.Chat marca 9,1 milhões de mensagens trocadas em mais de 400 mil atendimentos realizados.
O volume impressiona, mas o número mais revelador é a média: são quase 23 mensagens por atendimento. Ou seja, o que circula ali não é notificação nem mensagem solta: é conversa de verdade, com ida e volta, dúvida, negociação e decisão.
Outro sinal de vínculo: cada contato soma, em média, 1,6 atendimento. Quem conversa uma vez volta a conversar pelo mesmo canal.
E tem um dado que costuma surpreender os gestores: de cada 100 mensagens, 55 partem do cliente. No agregado, o cliente fala mais do que a imobiliária responde. Isso muda a forma de enxergar o atendimento: o desafio da maioria das operações não é gerar conversa, é dar conta da conversa que já está chegando.
O cliente fala quando quer (não quando a imobiliária abre)
A distribuição das mensagens ao longo do dia mostra um padrão claro. O pico acontece às 10h da manhã, e um terço de todas as mensagens circula entre 9h e meio-dia. À tarde, um segundo pico se forma entre 14h e 18h.
Até aí, nada de anormal. O dado forte aparece quando a operação fecha a porta:
- Na hora do almoço, o volume cai pela metade, mas a fatia de mensagens enviadas pelo cliente sobe de 55% para 63%. A imobiliária para; o cliente, não.
- Fora do horário comercial, entre 18h e 8h, mais de 1 milhão de mensagens já circularam pelo Apre.Chat.
- Nessa janela, 7 em cada 10 mensagens partem do cliente.
- E 15% de todos os atendimentos começam fora do horário comercial.
A leitura é direta: o cliente de imobiliária fala quando pode: à noite, na hora do almoço, antes das 8 da manhã. E não quando o expediente permite. Ele não está sendo inconveniente. Está sendo cliente.
O relógio que decide o lead
Agora, o outro lado da conta. Como já mostramos aqui no blog, no artigo sobre a Geração Z [LINK], a resposta média a um lead imobiliário no Brasil leva 5 horas e 8 minutos, e 47% dos leads nunca recebem retorno.
Junte as duas pontas. De um lado, um cliente que manda mensagem às 22h e decide rápido. Do outro, um mercado que leva, em média, mais de cinco horas para responder (quando responde). Nesse intervalo mora o prejuízo mais silencioso de uma imobiliária: o lead perdido por falta de resposta. Ele não aparece em relatório nenhum, não gera reclamação, não dá trabalho. Simplesmente vai embora e fecha com quem respondeu primeiro.
É exatamente nesse ponto que o Apre.Chat mostra a sua utilidade. A mensagem que chega às 22h não se perde no celular de ninguém: entra registrada, com contato identificado e histórico no lugar. A equipe abre o dia enxergando uma fila organizada: quem chamou, quando chamou e o que já foi conversado. Em vez de depender da memória de cada corretor. Responder rápido deixa de ser sorte e vira processo.
A nota que o cliente dá: 4,68
Volume alto costuma cobrar um preço na qualidade. Não foi o que os dados mostraram.
Até aqui, 14.168 atendimentos já foram avaliados pelos próprios clientes, e a nota média está em 4,68 de 5, o equivalente a 93,6% da nota máxima. Em um mercado em que atendimento é motivo frequente de reclamação, uma avaliação como essa, dada por quem está do outro lado da conversa, vale mais do que qualquer autoelogio.
Muita conversa e boa conversa podem, sim, andar juntas. Desde que exista estrutura para sustentar as duas.
Um ano que aponta o caminho
O crescimento do primeiro ano mostra que isso não é moda passageira. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, mais de 214 mil novos contatos foram cadastrados no Apre.Chat. A base multiplicou por 7,6 no período e, no ritmo atual, dobra de tamanho a cada quatro meses. Mês após mês, mais imobiliárias estão trazendo suas conversas para dentro da gestão.
Esse movimento conversa com algo maior: a tecnologia do mercado imobiliário nunca evoluiu tão rápido a favor de quem opera. Atendimento centralizado, histórico acessível, dados que revelam quando e como o cliente quer falar, recursos que até pouco tempo eram privilégio de grandes operações hoje estão ao alcance de qualquer imobiliária.
O cliente já decidiu conversar. Os números do primeiro ano mostram que ele fala muito, fala cedo, fala tarde da noite, e avalia bem quem responde à altura. Do outro lado, a tecnologia existe justamente para que nenhuma dessas conversas fique sem resposta.
O segundo ano do Apre.Chat começa agora. E a régua, como os dados deixaram claro, é o cliente quem define.
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